quinta-feira, 14 de junho de 2007

Homofobia e Direitos Humanos no Brasil

Homofobia e Direitos Humanos no Brasil A sociedade na qual vivemos tem por legítimo o heterossexual, dividindo o feminino do masculino. Porém sabe-se que as pessoas assumem comportamentos dos dois gêneros, existindo uma multiplicidade tanto de gênero quanto biológica, como por exemplo, os hermafroditas. Quando essa complexidade é negada e o medo e o desprezo por ela é colocado, se caracteriza um quadro de homofobia. Esta é fruto de uma historicidade e pode ser explicada como “terror” à perda do gênero, de ser visto como homem ou mulher em si. Historicamente as teorias de gênero tentaram explicar esse tema, que primeiramente surgiu com as Teorias essencialistas, aquelas teorias que percebem as diferenças de gênero em termos de disposições naturais, como parte da natureza ou essência biológica dos indivíduos. O primeiro teórico que a discutiu foi Freud, para ele as diferenças anatômicas entre homens e mulheres determinava o desenvolvimento de papéis de gênero masculinos e femininos. Mais tarde surgiu a Sociobiologia e a Psicologia Evolutiva, segundo essas correntes do essencialismo os seres humanos instintivamente agem no sentido de garantir que seus genes sejam passados para gerações futuras. No entanto, homens e mulheres desenvolvem estratégias diferentes para alcançar este objetivo. Psicólogos evolucionistas argumentam que, já que os homens precisam competir entre si para ter acesso sexual às mulheres, eles desenvolvem disposições competitivas e agressivas que podem incluir a violência física. As mulheres, por sua vez, tendem a se interessar por homens com dinheiro. Estas seriam características universais que contribuiriam para a sobrevivência da espécie. Em crítica ao essencialismo surgiram as Teorias Construtivistas que percebem as diferenças de gênero como um reflexo das diferentes posições sociais ocupadas por homens e mulheres. O gênero é então percebido como “construído” pela cultura e pela estrutura social. Assim homens e mulheres são socializados em papéis de gênero através da família, professores e meios de comunicação de massa. Tal socialização não é um processo passivo, o gênero é construído, não apenas dado. As interações entre homens e mulheres se baseiam nos papéis de gênero que as crianças aprendem e cristalizam sob a forma de uma ideologia de gênero (conjuntos de idéias inter-relacionadas acerca do que constitui papéis e comportamentos masculinos e femininos). Portanto, historicamente a homossexualidade foi vista em nossa sociedade como algo anormal, uma anomalia, sendo mesmo descrito, por muito tempo, na medicina como doença, o homossexualismo, visto que o sufixo ‘ismo’ indica enfermidade. Atualmente, para a sociedade brasileira de psicologia a homossexualidade nasce entre a adolescência, sem necessidade de haver relações sexuais, e é imutável. Relacionando esses aspectos com a visão do sociólogo francês Bourdieu, pode-se questionar por que essa humilhação e incômodo em relação aos homossexuais, tais atitudes provêm da idéia de virilidade do homem, visto como ser superior, e o homossexual masculino como alguém que quer ser mulher, vista como um ser fraco e submisso. Assim, não é socialmente aceita a homossexualidade masculina, por ser tomada como agressão ao outro, ao gênero, enquanto que a homossexualidade feminina é mais bem aceita por ser vista como um relacionamento entre seres iguais, inferiores. Segundo pesquisa da UNESCO, para os meninos a violência contra homossexuais, vista como transgressão, está em sexto lugar, depois do uso de drogas, andar armado e etc, enquanto que para as meninas essa violência está em terceiro lugar. Isto se dá pelo incômodo maior por parte dos homens, relacionado ao homossexualismo. O projeto de lei 11, da então deputada Marta Suplicy é um marco importante do movimento GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) pela luta do contrato civil na união homoafetiva. Porém projetos como os do Rio de Janeiro que visam ajudar ONGS (religiosas ou não) a tentar transformar gays em heterossexuais só reafirmam a visão da homossexualidade como transitória, que como doença necessita de um remédio. A homofobia no Brasil está muito relacionada aos casos de violência, os estudos não dão conta do não explícito, as “brincadeiras” e piadas não são atingidas. A liberalização sexual não alcançou às práticas homossexuais, portanto os homossexuais são vistos como aparte da sociedade e do que é moralmente aceito. O homossexual não é considerado um cidadão. O movimento gay surgiu muito timidamente no século XIX, tomando força depois da 2º Guerra Mundial, onde foram mortos milhares deles, identificados pelo símbolo do triângulo rosa. Nos campos de concentração da Alemanha nazista, os prisioneiros homossexuais eram obrigados a usar este triangulo rosa pregado em suas roupas.


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texto de Camilla Rocha Guimarães.


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Um comentário:

Camillargm disse...

Meu textooooo!
:)))))

êÊÊÊêÊ
q feliz!
haushasuahsuahsau

Nem lembrava q tinha escrito isso
:X

Foi um trabalho pra cadeira de "Democracia e Direitos Humanos no Brasil"...

Modéstia a parte, mt bom!
hahahahahahaha
:)