sábado, 17 de novembro de 2007

Entre o amor e a destruição

(Antes que você nem comece a ler por achar que eu sigo ou apologizo religiões A ou B, não se preocupe; não se perde tempo discutindo religião. É inútil. Usemos nosso tempo para conversar sobre elas. Mas não é disso que se trata o referido post).

.




As Religiões são Caminhos diferentes, convergindo para um mesmo ponto quando são sinceras..
Que importância tem seguirmos estradas diferentes, desde que cheguemos ao mesmo objetivo?
Na verdade, há tantas religiões quanto forem os indivíduos.






.











.





Preso e condenado em 1930, Gandhi iniciou a campanha da desobediência civil baseada nas idéias de Tolstoi e Rosseau. Chegou ainda, descrever a si mesmo como uma "espécie de anarquista" e planejou uma sociedade descentralizada, baseada em aldeias e comunas independentes. Por conseqüência desta campanha foi preso novamente.
Já em liberdade, assinou em 1931, com o vice-rei da Índia o Pacto de Delhi, pelo qual grande parte do serviço administrativo do país passava para as mãos dos nativos.



.



Preso novamente em 1933, foi solto em 1934 devido ao seu longo jejum de protesto contra a maneira que vinham tratando os intocáveis. Após o jejum, Gandhi renunciou a liderança do Congresso Indiano e retirou-se para Sanagram.
Conseguindo a independência da sua pátria em 1946, depois de lutar durante 50 anos, dedicou-se a pacificação dos dois grupos religiosos - o Muçulmano e o Hindu - sendo meses depois assassinado quando dirigia-se a um comício de oração.
A morte de Gandhi nas mãos de Nathuram Vinayak Godse, um brâmane hindu que não aprovava a ação de Gandhi por ela favorecer a convivência e o entendimento entre muçulmanos e hindus. feriu e impressionou profundamente a Índia. O falecimento de Gandhi é mais do que uma tragédia nacional. Para milhões de indianos é o pensamento de um "Deus".




.





.



"A não violência é o artigo número um de minha fé e é também o último artigo de meu credo."





.



Gandhi compreendeu que o mundo contemporâneo caminha para um obvio: o amor ou a destruição. Ele confirmou a possibilidade de uma sociedade nova, mas condicionou sua vida à renovação interior do homem. E atuou neste sentido em seu vastíssimo e multiforme empenho,convencido de que um homem, mesmo só, com o tempo, pode mudar o mundo. Era o único, em campo civil, anunciando e repetindo, com incansável perseverança, e numa época de sofrimento, as verdades básicas da salvação: verdades "antigas como as montanhas", mas sempre carregadas de formidável poder revolucionário.




.






.





Antes, e mais que liberdade política da Índia, preocupava-o a liberdade interior do homem, entendida como libertação do egoísmo, da avareza, do ódio, do medo, de todas as paixões que reduzem o espírito dos homens à escravidão e conduzem os povos a sangrentas lutas.


.

texto e fotos com os créditos de http://www.viacapella.com.br/portal/especial.htm

.

Um comentário:

Júlia Cronenberg disse...

Aí é que eu percebo (e vc tb) o quão o ser humano é burro ou realmente quer se auto-destruir; sabendo disso e continuando com suas políticas como tais e suas formas de vida, como tais. É incrível como conseguimos ser tão inúteis.