segunda-feira, 25 de junho de 2007
Vocês têm família, tá? Vocês têm trabalho, tá? Mas vocês não têm progresso nenhum!
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Eis que surge o renascimento:
No início foram os beatnicks. Era começo dos anos de 1950 e o mundo vivia o pós-guerra. Os EUA, despontando como grande potência bélico-econômica mundial, construíam o que entraria para a história como american dream (sonho americano). Mas sua juventude encontrava-se perdida em meio a um pesadelo de incertezas e sentimentos de desajuste. Costumes antigos não mais cabiam na nova época. A saída? Abandonar tudo e experimentar novos lugares, novos hábitos e tudo mais que houvesse de novo. A literatura beat, embora nascida em textos de poesia ou prosa, trazia forte componente filosófico e musical, além de forte interesse por tudo o que quebrasse o discurso do establishment - político e cultural.No entanto, as manifestações do comportamento se encontravam em pleno movimento, e as coisas ainda tinham que mudar bastante. Segundo Cláudio Willer, pioneiro tradutor de literatura beat no Brasil e também poeta, o movimento existiu em um contexto relativamente curto no tempo, encerrando-se em seu formato original no final dos anos de 1950. Dele, no entanto, nasceria o primo famoso, o movimento de contracultura, que se fez conhecer mundialmente por meio da figura dos hippies. "Digamos que os beats do final de 1950 foram substituídos - ou sucedidos - pelos hippies a partir de meados da década de 1960", esclarece Willer. "A contracultura nasce dentro da geração beat ou a partir dela." Nessa linha do tempo, o poeta aponta como decisivo fato desencadeador a participação de Allen Ginsberg em manifestações pacifistas a partir de 1963, quando o autor voltou de uma longa viagem ao Oriente e passou a prestar especial atenção a tudo o que fosse alternativo. "Além de sua aproximação com Bob Dylan e grupos de rock", complementa Willer.
No Brasil, a exemplo do que acontecia no resto do mundo - pelo menos o ocidental -, a contracultura, sua música e, principalmente, sua atitude fariam surgir outra vertente que igualmente ficaria na história - e que, segundo alguns, ainda continuaria em voga: o underground. "Nos anos 60, quando Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa fizeram a Tropicália, embora eles quisessem arrebentar com a coisa toda, na verdade eles faziam uma pequena cultura underground, “a exemplo de Gal Costa, quando faz, em seu segundo disco, uma lista das coisas alternativas que ela gostava”, explica o escritor e dramaturgo Antonio Bivar, participante do projeto Underground – Passado / Presente?, no Sesc Consolação, em São Paulo.
Com o País vivendo sob uma ditadura militar que tentava calar artistas e intelectuais numa época em que o mundo fervilhava de novidades, o movimento nasceu ligado fortemente a um desejo de liberdade. O artista plástico José Roberto Aguilar pinta um quadro da época: "Muito do underground, mesmo nas lutas políticas, partiu para um lance de conduta e comportamento, e isso foi fantástico. Além disso, havia o 'faça amor, não faça guerra', a permissividade sexual, os novos comportamentos. O underground nasceu assim”.
...ao Udigrudi
Os cineastas que fizeram parte do cinema novo prosseguem suas carreiras, a partir da segunda metade dos 70, já desligados do movimento (embora para alguns, especialmente Glauber Rocha, seja difícil afastar-se do rótulo). O cinema novo é substituído como “o” cinema alternativo pelo movimento Udigrudi o cinema-lixo de Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, entre outros, que aparece como, simultaneamente, uma rejeição (principalmente do intelectualismo e das opções estéticas ali- nhadas ao cinema europeu) e uma radicalização do cinema novo. Sem pretensões tão internacionalistas e sem uma política tão definida para o terceiro mundo, o cinema Udigrudi ainda assim faz sua afirmação sobre como deve ser a estética terceiro-mundista: a partir do lixo, das sobras podres (que pode ser tanto lixo cultural, lixo midiático, como lixo tecnológico) do primeiro mundo, o terceiro mundo tem que fazer um cinema ne- cessariamente precário, mal-acabado, violento, iconoclasta e antiburguês.
O movimento Udigrudi, bastante difundido no Recife da década de 70, resumiu-se a uma discografia pequena, onde as dificuldades técnicas da época (Recife, anos 70) foram sobrepostas pelo talento musical e força de vontade, apoiado não só na música - mas em textos, peças teatrais, cinema e artes plásticas - pode demonstrar a riqueza desse (anti) movimento, que trazia influências da Jovem Guarda, beatlemania, tropicalismo e regionalismo, tudo isso unido a uma psicodelia pós-Woodstock. Entre os maiores representantes musicais desse processo, estão Alceu Valença, Aratanha Azul, Ave Sangria, Flaviola e o Bando do Sol, Geraldo Azevedo, Ivinho, Laboratório de Sons Estranhos, Lula Côrtes, Laílson, Marconi Notaro, Paulo Rafael, Phetus, Robertinho de Recife, Zé da Flauta, Zé Ramalho, entre outros.
Paêbirú é um dos principais expoentes do gênero Udigrudi. Participaram da gravação do álbum músicos importantes, como Paulo Rafael, Robertinho de Recife, Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Na época em que gravou Paêbirú, Lula Côrtes já tinha no currículo o disco Satwa, de 1973, que trazia canções com títulos como Alegro Piradíssimo, Blues do Cachorro Louco e Valsa dos Cogumelos. Já Zé Ramalho tocava com Alceu Valença e tinha em sua bagagem a experiência de grupos de Jovem Guarda e beatlemania.
Além de sua raridade, Paêbirú é caro devido a uma aura quase mística. A fábrica e estúdio Rozenblit, onde o álbum foi produzido, ficava à beira do rio Capibaribe e foi inundada por uma enchente que atingiu Recife em 1975. Milhares de cópias do disco foram perdidas. Salvaram-se cerca de 300, que a ex-mulher de Côrtes, a cineasta Kátia Mesel, havia levado para casa. O disco nunca foi relançado no Brasil, devido a um desentendimento entre Côrtes e Ramalho. No entanto, o selo alemão Shadoks relançou Paêbiru em CD e vinil na Inglaterra ilegalmente, segundo Lula Côrtes. Paêbirú quer dizer “o caminho do sol”, na linguagem inca. O álbum trazia seus quatro lados dedicados aos elementos da natureza [água, terra, fogo e ar]. Nesse clima, rolam canções perfeitas para um momento zen, como Trilha de Sumé, Culto à Terra, Bailado das Muscarias, com 13 minutos de violas, flautas, baixo pesado, guitarras, rabecas, pianos, sopros, chocalhos e vocais "árabes". Raga dos raios, com uma fuzz-guitar ensandecida, e a obra-prima Nas Paredes da Pedra Encantada, os segredos talhados por Sumé, regravada nos anos 90 por Jorge Cabeleira, com participação de Zé Ramalho.
Todos, ou quase todos os discos relacionados a esse movimento e a outros que o influenciaram de forma direta ou indireta, consciente ou inconsciente, como a tropicália e relacionados, podem ser encontrados para donwload em: http://udigrudirecife.multiply.com e/ou em http://sombarato.blogspot.com.
Já para quem se interessa mais ou ainda não conhece a psicodelia nordestina, mais especificamente, é só acessar o blog Brazilian Nuggets. Lá é possivel baixar alguns discos, ver capas e ler releases e matérias sobre os álbuns.
Hoje, sabemos e entendemos que o movimento underground continua, contudo seguindo vertentes diferentes em relação a sua atuação. Na rede informatizada, encontramos zines e sites direcionados ao movimento, como o http://udigrudi.net/zine/2006/08/index.html, embora nem sempre o conteúdo desses links nos enviem para o estudo e a análise mais aprofundada do que foi o movimento na época, mas fazem uma continuação do movimento atendendo às novas necessidades de interpretações criadas na pós-modernidade.
Fontes e referências:
Blog SomBarato: www.sombarato.blogspot.com
PRYSTHON, Angela, In A Terra em Transe: o cosmopolitismo
às avessas do cinema, UFPE, 2004.
________________, (organizadora); In Interferências Contemporâneas, 1998, UFPE.
Revista Paradoxo, www.revistaparadoxo.com, reportagem de Conceição Gama, de fevereiro de 2006.
Site www.wikipedia.org
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segunda-feira, 18 de junho de 2007
No interior do indivíduo, o fator decisivo da liberdade
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Um Império embaixo dos nossos narizes e praticamente desconhecido pela maioria.
Esse texto foi produzido a partir de um vídeo-documentário, e leituras a parte, sobre os Incas, pra disciplina de América V da UFPE. O texto é interessante pra todos, inclusive curiosos e profissionais da área, visto que é uma sinopse do documentário, sem falar na importância que é conhecermos mais sobre a cultura a nossa volta e nos livrarmos um pouco do europocentrismo que cerca nossas instituições de ensino e nossos pré-conceitos do mundo e da arte. Essa primeira foto é das ruínas do que foi a arquitetura do império Inca de Machu-Picchu.Entre os Incas, o imperador era considerado um deus. E pelo que se percebe em relação às construções, a sociedade era extremamente hierarquizada, e como em qualquer outra sociedade, tal fato coloca os líderes em vantagens administrativas e de controle e ordem sócio-moral. A cidade de Machu Picchu foi descoberta em julho de 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham, e é considerada patrimônio Cultural da Humanidade. Está localizada a mais de 2000 metros de altitude sobre o nível do mar e rodeada por uma exuberante vegetação. A área dominada pelo Império Inca foi uma das mais extensas dentre todos os impérios conhecidos, o que dá a eles o título de o maior império pré-colombiano até hoje conhecido.
A organização dos Incas era piramidal, tendo o chefe supremo poderes divinos. Seus deuses eram os elementos naturais. Seu deus principal era o Sol, no qual se conclui como eles faziam da região onde habitavam uma bem-vinda adaptação psíquica às intempéries naturais. Também porque tinham uma organização econômica baseada na agricultura e dependiam destes elementos fundamentais – luz e água – para a fartura. Tinham profundo conhecimento de meteorologia e das estações do ano para saber a época apropriada para plantio e a colheita das várias espécies vegetais. Também eram muito hábeis na manipulação da cerâmica, tecidos e do ouro.
As construções arquitetônicas, apesar da austeridade em relação às dos Maias, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve, principalmente, ao fato de os espanhóis terem se empenhado em tentar destruir todos os vestígios possíveis da civilização, o que bem observa o narrador do documentário: “seria muita pretensão dos colonizadores conseguir destruir todo o legado cultural Inca”.
O que marcou a arquitetura Inca foi o trabalho com a rocha. Obras civis de pouca importância, fortalezas, torres, templos, palácios e edifícios do governo tinham em suas estruturas pedras arduamente trabalhadas e esculpidas pelos trabalhadores Incas. Tais pedras eram constituídas de tal maneira que os blocos se encaixassem perfeitamente uns nos outros sem a utilização de argamassa ou cimento e que o espaço entre um bloco e outro fosse impenetrável mesmo pela mais fina folha de papel. As pedras, para que pudessem resistir aos freqüentes tremores de terra, tinham forma trapezoidal e eram tão pesadas que chegavam a atingir três toneladas. Não se sabe o tipo de instrumento utilizado na construção das cidades incas, já que não há vestígios de ferramentas ou rodas, o que nos deixa ainda mais curiosos sobre a inteligência desses povos, ainda mais em relação ao processo de terraceamento organizado para a agricultura, processo ainda hoje usado pelos descendentes indígenas para produção agrícola.
Também é incontestável a engenhosidade de certas construções como, por exemplo, os canais que transportavam água a poderosas cisternas, para que fosse enfim armazenada sem desperdícios, ou mesmo os diversos níveis de terraços, nos terrenos íngremes da região, que permitiram um melhor aproveitamento da terra para a agricultura.
O documentário também privilegia a análise da posição privilegiada de Macchu-Picchu, que permitiu a execução de profundos estudos científicos e muitos cultos religiosos, principalmente no que se refere ao sol. Talvez por isso, a cidade era considerada um verdadeiro santuário. De seu conjunto arquitetônico, formado por mais de 200 edifícios, o vídeo – e com razão, graças à explenderosidade da construção – dá ênfase ao Observatório Solar e a mais dois grandes templos: o Principal e o chamado das Três Janelas. No Observatório, encontra-se uma pedra sagrada que tinha como objetivo o culto ao deus Sol e que servia como instrumento científico para as observações astronômicas e cálculos meteorológicos sobre a forma redonda do céu, que ajudavam a prever a época propícia para a colheita. Os conhecimentos de Geometria e Geografia adquiridos pelos cientistas incas foram provavelmente utilizados nas construções de cidades famosas como Macchu-Picchu e Cuzco – como a forma de um leopardo dada à cidade de Cuzco. Para o posicionamento de determinadas construções, como os prédios da cidadela de Macchu-Picchu, os Incas deveriam saber a exata localização dos pontos cardeais e saber o local exato do nascer e do pôr do Sol no horizonte nos dias de equinócios. Como eles poderiam sabê-lo? Talvez o tenham feito através de observações sistemáticas do movimento do sol no céu.
Já Cuzco encontra-se num vale de um rio, nos Andes do Peru, e está a mais de 3000 metros sobre o nível do mar. Pouco se conhece de Cuzco, anterior à conquista dos espanhóis. Dizem que foi fundada em torno dos séculos XI e XII d. C. segundo uma lenda proveniente da região do lago Titicaca. Cidade sagrada e capital do Império Inca, foi o centro do governo das quatro extensas regiões do fabuloso Império que chegou a abarcar grande parte do que é atualmente o Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile. Em 1534, Francisco Pizarro fundou sobre a cidade de Cuzco uma cidade espanhola, que se construiu sobre o cimento Inca. Cuzco é um exemplo típico de fusão cultural, herdando monumentos arquitetônicos e obras de arte de valor incalculável. Curioso é o comentário de parte do documentário que mostra os espanhóis construindo sua arquitetura sobre a arquitetura Inca, e quando os terremotos aconteciam, toda a construção espanhola ia abaixo, enquanto a original permanecia intacta – isso mais especificamente em Cuzco.Em relação aos sacrifícios humanos, os vídeos deixam claro que tal fato era comumente executado. Estimativas de análises apontam essa ocorrência cultural como maneira de controlar o crescimento da população ou para simplesmente mostrar o poder de controle do soberano. Uma cena do documentário chama atenção ao mostrar uma refiguração do jogo de bola, onde o narrador do vídeo comenta que, às vezes, para acalmar a ira dos deuses, diversos sacrifícios ocorriam entre os jogos, e um em especial: o do time perdedor ser inteiro sacrificado no fim da partida. Tal analise pode chocar a sociedade atual, se tal fato não for interpretado dentro de sua época e de sua cultura. Se analisarmos com afinco, hoje temos muitas formas de nos sacrificar dia-a-dia, a única diferença é que são formas consideradas legais e/ou disfarçadas o suficiente para que não as percebamos. Homofobia e Direitos Humanos no Brasil
Homofobia e Direitos Humanos no Brasil A sociedade na qual vivemos tem por legítimo o heterossexual, dividindo o feminino do masculino. Porém sabe-se que as pessoas assumem comportamentos dos dois gêneros, existindo uma multiplicidade tanto de gênero quanto biológica, como por exemplo, os hermafroditas. Quando essa complexidade é negada e o medo e o desprezo por ela é colocado, se caracteriza um quadro de homofobia. Esta é fruto de uma historicidade e pode ser explicada como “terror” à perda do gênero, de ser visto como homem ou mulher em si. Historicamente as teorias de gênero tentaram explicar esse tema, que primeiramente surgiu com as Teorias essencialistas, aquelas teorias que percebem as diferenças de gênero em termos de disposições naturais, como parte da natureza ou essência biológica dos indivíduos. O primeiro teórico que a discutiu foi Freud, para ele as diferenças anatômicas entre homens e mulheres determinava o desenvolvimento de papéis de gênero masculinos e femininos. Mais tarde surgiu a Sociobiologia e a Psicologia Evolutiva, segundo essas correntes do essencialismo os seres humanos instintivamente agem no sentido de garantir que seus genes sejam passados para gerações futuras. No entanto, homens e mulheres desenvolvem estratégias diferentes para alcançar este objetivo. Psicólogos evolucionistas argumentam que, já que os homens precisam competir entre si para ter acesso sexual às mulheres, eles desenvolvem disposições competitivas e agressivas que podem incluir a violência física. As mulheres, por sua vez, tendem a se interessar por homens com dinheiro. Estas seriam características universais que contribuiriam para a sobrevivência da espécie. Em crítica ao essencialismo surgiram as Teorias Construtivistas que percebem as diferenças de gênero como um reflexo das diferentes posições sociais ocupadas por homens e mulheres. O gênero é então percebido como “construído” pela cultura e pela estrutura social. Assim homens e mulheres são socializados em papéis de gênero através da família, professores e meios de comunicação de massa. Tal socialização não é um processo passivo, o gênero é construído, não apenas dado. As interações entre homens e mulheres se baseiam nos papéis de gênero que as crianças aprendem e cristalizam sob a forma de uma ideologia de gênero (conjuntos de idéias inter-relacionadas acerca do que constitui papéis e comportamentos masculinos e femininos). Portanto, historicamente a homossexualidade foi vista em nossa sociedade como algo anormal, uma anomalia, sendo mesmo descrito, por muito tempo, na medicina como doença, o homossexualismo, visto que o sufixo ‘ismo’ indica enfermidade. Atualmente, para a sociedade brasileira de psicologia a homossexualidade nasce entre a adolescência, sem necessidade de haver relações sexuais, e é imutável. Relacionando esses aspectos com a visão do sociólogo francês Bourdieu, pode-se questionar por que essa humilhação e incômodo em relação aos homossexuais, tais atitudes provêm da idéia de virilidade do homem, visto como ser superior, e o homossexual masculino como alguém que quer ser mulher, vista como um ser fraco e submisso. Assim, não é socialmente aceita a homossexualidade masculina, por ser tomada como agressão ao outro, ao gênero, enquanto que a homossexualidade feminina é mais bem aceita por ser vista como um relacionamento entre seres iguais, inferiores. Segundo pesquisa da UNESCO, para os meninos a violência contra homossexuais, vista como transgressão, está em sexto lugar, depois do uso de drogas, andar armado e etc, enquanto que para as meninas essa violência está em terceiro lugar. Isto se dá pelo incômodo maior por parte dos homens, relacionado ao homossexualismo. O projeto de lei 11, da então deputada Marta Suplicy é um marco importante do movimento GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) pela luta do contrato civil na união homoafetiva. Porém projetos como os do Rio de Janeiro que visam ajudar ONGS (religiosas ou não) a tentar transformar gays em heterossexuais só reafirmam a visão da homossexualidade como transitória, que como doença necessita de um remédio. A homofobia no Brasil está muito relacionada aos casos de violência, os estudos não dão conta do não explícito, as “brincadeiras” e piadas não são atingidas. A liberalização sexual não alcançou às práticas homossexuais, portanto os homossexuais são vistos como aparte da sociedade e do que é moralmente aceito. O homossexual não é considerado um cidadão. O movimento gay surgiu muito timidamente no século XIX, tomando força depois da 2º Guerra Mundial, onde foram mortos milhares deles, identificados pelo símbolo do triângulo rosa. Nos campos de concentração da Alemanha nazista, os prisioneiros homossexuais eram obrigados a usar este triangulo rosa pregado em suas roupas.segunda-feira, 11 de junho de 2007
Pequeno Manifesto Contra as Tradições
Em protesto singelo ao encontro dos G-8 na Alemanha
Pois é, foi entre meio a essas manifestações e à influência dessa belíssima fotografia, que me vieram à mente e ao espírito algumas palavras na tentativa de forma de rima. Daí, resolvi colocar aqui, em homenagem aos que se movimentaram por lá, alguma mínima movimentação por aqui.=o)
Blockades - o primeiro dia
Abrace bombas atômicas
e atire as lanças do desejo
em carrinhos de compras
dentro de mercados cheios
Dancemos valsa ao vento
no asfalto quente do centro
enquanto ligas de aço
envolvem os químicos
raios abaixo
Instale câmeras guias
num parque de árvores frias
Lance papéis sobre o chão
escritos em forma borrão
letras miúdas de ler
nada importante pra ver
Estão cozendo trenas,
métricas pro jantar
ao molho pardo
da falsa vontade de amar
não, não, criança,
pare de sonhar,
enquanto não fotografada
ao chorar
Então lancemos
buquês de flores,
em vez de pedras,
nos atiradores
Sopre bolinhas
de sabão
contra os escudos
desse ódio vão
que os segundos,
com medo,
cansam
enquanto outros,
com os loucos,
dançam.
Amor Livre
É, concordo com o que diz "ser livre e permitir que o outro seja livre é dolorido para seres formados numa sociedade repressora como a nossa". Mas acho que alguém tem que dar o primeiro passo pras coisas acontecerem.